Aos 18 anos, brasileiros são aprovados no MIT, considerado a melhor universidade do mundo

- Alexandre Pingo - - 21 de março de 2019 | - 12:40 - - Home » Educação - - Sem Comentários

Pedro Sponchiado, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), e Orisvaldo Saviano, de Fortaleza (CE), vão se mudar para os Estados Unidos em agosto, um mês antes do início das aulas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Aos 18 anos, eles foram aprovados na universidade classificada como a melhor do mundo pelo QS World University Ranking, que avalia 800 instituições de ensino.

A dupla ainda não sabe qual graduação fará. No início dos cursos do MIT, os estudantes podem assistir a aulas de diferentes disciplinas. Só depois precisam definir qual carreira desejam seguir. Orisvaldo imagina que trabalhará com “física moderna e assuntos meio loucos”, nas palavras dele.

A história dos jovens tem diversos aspectos em comum. Ambos são medalhistas em olimpíadas de conhecimento internacionais, conquistaram bolsas de estudo em escolas particulares e receberam assistência para participar do processo seletivo do MIT. A motivação de estudar fora também é a mesma: a insatisfação com o baixo incentivo à pesquisa no Brasil.

Em breve, eles saberão o valor do auxílio financeiro que receberão da universidade americana. Há uma análise das declarações de imposto de renda para avaliar qual a quantia necessária para que os jovens possam estudar e se sustentar nos EUA.

“Imagino que vão me ajudar em quase tudo, porque lá sou considerado aluno de baixa renda, nos padrões deles. Em geral, o custo é em torno de 60 mil dólares (cerca de R$ 227,5 mil) por ano para as mensalidades, mais outros 10 mil dólares anuais (R$ 37,9 mil) para moradia e alimentação”, relata Orisvaldo. “A universidade costuma cobrir tudo.”

Abaixo, confira os passos em comum na trajetória de Pedro e Orisvaldo:

1-Participação em olimpíadas

Após ganhar uma menção honrosa na Olimpíada Cearense de Química, Orisvaldo se classificou para a competição nacional. E, em seguida, mudou de escola para tentar atingir seu principal objetivo: disputar a internacional. “Foquei nisso e consegui. Fui à República Tcheca e ganhei uma medalha de bronze em julho de 2018. Em setembro, fui ouro na Ibero-americana de Química”, conta.

Pedro também participou de diversas olimpíadas de conhecimento. No sexto ano do ensino fundamental, obteve resultados de destaque na de matemática, de física e, posteriormente, de informática. “Desde então, passei a estudar bastante para essas disputas. Ia de ônibus para São Paulo aos finais de semana e tinha aulas específicas no curso Etapa”, diz. “A matemática de olimpíada é mais avançada que a do ensino médio, com mais matéria. Precisei me esforçar bastante.”

E o resultado chegou: Pedro ganhou medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, na Romênia, em 2018. “Conversando com outros participantes, nasceu meu desejo de estudar fora”, completa.

2-Bolsas de estudo

Orisvaldo e Pedro não teriam condições financeiras de pagar mensalidades de colégios particulares – muito menos de bancar os custos de estudar no exterior. Mas, com as medalhas nas olimpíadas e o ótimo desempenho em provas, eles conseguiram bolsas em escolas e cursinhos.

O cearense foi procurado pelo Colégio Ari de Sá, em Fortaleza, onde pôde fazer o ensino médio e melhorar seu preparo para as competições. E o paulista ganhou uma bolsa de 100% no Etapa, na capital do estado, além de assistência para morar em São Paulo.

3-Assistência para o processo seletivo

Para ser aprovado no MIT, o processo seletivo é longo. Resumidamente, são as seguintes etapas: provas gerais e de conhecimentos específicos, exame de proficiência em inglês, redações sobre o próprio candidato e entrevistas (presenciais ou por Skype).

Orisvaldo participou do programa americano EducationUSA, que dá suporte para alunos de baixa renda se candidatarem a universidades americanas. “Eles ajudam em todas as etapas, na documentação, nas redações. Pagam para que a gente possa fazer as provas. Eu, por exemplo, precisei viajar para Recife e São Paulo durante os exames, e eles cobriram tudo. Foram cruciais”, conta o jovem.

No caso de Pedro, foi o Etapa que o ajudou a se organizar para as redações e entrevistas. “Eles revisaram meus textos, fizeram cartas de recomendação. Seria muito difícil cuidar disso sozinho”, diz.

4-Atividades extracurriculares

Pedro imagina que a participação em olimpíadas tenha contribuído para sua aprovação no MIT. Orisvaldo concorda – e acrescenta outras atividades extracurriculares.

“Eu dava aula em um colégio público para ajudar alunos a se preparem para olimpíadas de matemática, química e física. Também participei de um programa de Harvard para melhorar meu inglês”, diz.

Fonte: G1

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