Athila Paixão ganha estátua e dá nome ao ginásio onde aprendeu a jogar bola em Lagarto

- Alexandre Pingo - - 6 de agosto de 2019 | - 1:41 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

No próximo dia 8 de agosto, completam-se seis meses do trágico incêndio no Ninho do Urubu, , centro de treinamento do Flamengo em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que vitimou dez jovens garotos da base, entre eles, o sergipano Athila Paixão, que morreu aos 14 anos. A família morava no povoado Brasília, na cidade de Lagarto.

Pouco tempo depois da tragédia, Athila recebeu muitas homenagens no povoado. O ginásio poliesportivo em frente a casa dos pais, onde o garoto deu os primeiros dribles, foi inteiramente reformado e ganhou o nome de Athila Paixão. Em frente a quadra, há ainda uma estátua dele feita pelo artesão lagartense Jailson.

Há ainda, em um mura na rua onde ele morava, um grafite em homenagem ao garoto, que sonhava um dia se tornar um jogador profissional, mas acabou tendo a sua caminhada interrompida no incêndio.

“O que se faz aqui ecoa pela eternidade”, diz a frase no muro em homenagem ao Athila Paixão.

Seis meses depois do episódio, os pais do garoto preferem não comentar sobre o acordo feito com o Flamengo. Eles se limitam apenas a dizer que estão recebendo assistência do clube e que esperam punições para os responsáveis. Eles deixaram a cidade de Lagarto e hoje tentam um recomeço em Nossa Senhora do Socorro, no Conjunto Marcos Freire II, onde estão morando.

– Era muito difícil continuarmos na casa. Em cada canto, havia uma lembrança dele. Acordar e não ver o Athila é muito difícil. Todo dia eu ia lá e dava um cheiro nele. Quando eu chegava do trabalho, dava um cheiro nele, perguntava como ele estava, e de repente, acontece uma coisa dessas na vida dele. O mundo desaba. Realmente, dói bastante. Era a única coisa que eu tinha na minha vida. A gente trabalhava em prol dele, para dar o melhor. De repente, acontece isso, dói bastante. A gente não iria conseguir ficar lá sem o Athila, dói muito – disse o pai do garoto, Damião Paixão.

Para eternizar aind mais as lembranças, os pais fizeram tatuagens em homenagem ao filho. Damião Paixão tem desenhada no braço a foto do garoto.

– As tatuagens foram uma homenagem a ele. Foi a melhor maneira de lembrar dele, constantemente em nossos corações. O Athila não vai sair nunca de dentro de nós. Ele não está presente mas estará sempre em nossos corações – complementou o pai.

Dona Diana Souza colocou o nome do filho no braço e tem desenhada uma imagem religiosa, representando a relação de mãe e filho.

– Todos os dias eu peço forças a Deus para continuar. É muito difícil, às vezes acho que não vou conseguir. Mas a gente vai levando, sempre com o pensamento nele – disse Diana Souza, mãe de Athila.

Fonte: GE

Enium Soluções Digitais
Colégio Atena

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