BELIVALDO FAZ NOVA REUNIÃO PARA DISCUTIR IMPACTO DA GREVE

- Alexandre Pingo - - 29 de Maio de 2018 | - 11:16 - - Home » Política - - Sem Comentários

Belivaldo Chagas também manteve a suspensão das aulas na rede estadual nesta terça-feira, 29, e anunciou que, se perdurar o movimento paredista dos caminhoneiros, elas somente retornarão na próxima segunda-feira, 05

O governador Belivaldo Chagas convocou todo o seu secretariado na tarde desta segunda-feira, 28, para fazer uma avaliação das medidas adotadas por conta do Decreto de Situação de Emergência assinado na noite da última sexta-feira, 25, em virtude da paralisação dos caminhoneiros que já entra no seu sétimo dia. Na reunião, que contou com a participação dos representantes da BR Distribuidora e de empresários do ramo de combustíveis, o governador demonstrou preocupação com a situação no interior e orientou que os prefeitos também decretassem estado de emergência para poder abastecer os veículos e garantir os serviços essenciais como saúde e segurança pública nos municípios.

O decreto assinado pelo governador concede poder à polícia e às secretarias para solicitar insumos, através de ofício, às empresas fornecedoras de produtos como gás, combustível, alimentação e o que mais se fizer necessário, para garantir o fornecimento aos serviços básicos. Na madrugada de sábado, 12 postos de combustíveis foram abastecidos para atender a demanda dos carros oficiais do Estado que trabalham nas pastas da Saúde e Segurança Pública e que precisam garantir os serviços essenciais à população.

Belivaldo Chagas também manteve a suspensão das aulas na rede estadual nesta terça-feira, 29, e anunciou que, se perdurar o movimento paredista dos caminhoneiros, elas somente retornarão na próxima segunda-feira, 04. Ele anunciou ainda a suspensão de serviços de alguns órgãos públicos que não sejam emergenciais.

“Não há necessidade que veículos administrativos  venham a Aracaju ou vice-versa. No momento em que suspendemos as viagens dos órgãos públicos e as aulas na rede estadual, são milhares de veículos a menos em circulação. O momento agora é de economia de combustível e trabalhar a logística para outras ações”, ressaltou.

O governador também está trabalhando para abrir o diálogo com o pessoal que faz o transporte dos produtos dos perímetros irrigados que abastecem Aracaju. “Os perímetros abastecem o Ceasa e até mesmo parte do mercado da Bahia. Vamos, através da Cohidro, conversar e tentar abastecer a Ceasa que já está sofrendo o desabastecimento de alguns itens”, salientou.

Para ele, a avaliação dos dois dias de Decreto de Emergência foi positiva e o que foi definido funcionou. “Tivemos um final de semana tranquilo, viaturas abastecidas, veículos da saúde abastecidos, mas é preciso também apoiar os postos de combustíveis que estão abastecendo os veículos do estado para que possamos garantir os serviços essenciais à nossa população. Nosso objetivo é colaborar, sem tensionar com nenhuma categoria. Queremos garantir apenas que os serviços mínimos necessários sejam prestados à população para que ela sofra o menos possível. Temos que garantir o funcionamento das viaturas policiais e das ambulâncias”, ressaltou o governador.

Belivaldo Chagas afirmou que respeita a posição dos caminhoneiros, reconhece que é um direito deles reivindicarem, mas entende que está num ponto em que eles precisam de mais compreensão para que a população não saia sofrendo mais do que já está. Ele acreditava que a partir do meio-dia desta segunda-feira, a situação fosse distensionada com a proposta apresentada pelo Governo Federal no último domingo, 27 aos caminhoneiros.

Prefeitura

Com relação à demanda das prefeituras, o governador orientou que a Secretaria de Estado da Casa Civil entre em contato com todos os municípios para saber qual deles ainda não decretou estado de emergência para que eles sejam orientados e, com isso, possa trabalhar em conjunto para que seja possível garantir os serviços essenciais das prefeituras.

O chefe do executivo ressaltou que os municípios têm as suas unidades de saúde e hospitalares e que precisam continuar funcionando com suas ambulâncias abastecidas, assim como as guardas municipais para garantir a segurança. “Vamos também exercer esse papel, de orientar as prefeituras como agir para que eles possam defender seus interesses dentro do seu município e oferecer os serviços essenciais à população”, concluiu.

ASN – Foto André Moreira

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