Doença transmitida pelo carrapato preocupa criadores de gado no Alto Sertão de Sergipe

- Alexandre Pingo - - 9 de fevereiro de 2017 | - 2:29 - - Home » Cidades» Nossa Senhora da Glória» Notícias - - Sem Comentários

Doença transmitida pelo carrapato deixa o animal fraco (Foto: José Marcos dos Santos)

Criadores de gado do Povoado Santa Rosa do Ermírio, município de Poço Redondo (SE), no Sertão de Sergipe, estão preocupados com uma doença que em menos de 20 dias já matou pelo menos dez vacas. Um exame constatou que a doença chamada de babesiose tem provocado a mortalidade.

Segundo o criador José Marcos dos Santos, a doença apareceu na região há cerca de um mês. Na propriedade dele, um animal morreu e outros dois estão doentes, sem forças para caminhar.  “O animal fica sempre com a cabeça baixa, parece incomodado com a luz do sol. Com isso, acabam se esbarrando na certa e barrancos”, conta o criador.

Ele explica ainda que a doença provoca falta de apetite para a ração e ficam comendo terra. “É como se fosse uma espécie de anemia, a gente vacina e não resolve nada. Eu já perdi uma vaca, mas na região já foram cerca de 14 animais, fora os que estão doentes”, lamenta José Marcos.

Na propriedade vizinha a do seu Marcos, a doença também já se manifestou em três animais, em um rebanho de 17 cabeças. “Elas estão se lambendo e esmorecem de vez, ficando pelos cantos da propriedade. A gente tá muito assustado, com muito medo de perder nossos animais”, lamenta o vaqueiro Júnior Clésio da Silva Andrade.

Pesquisadores debatem controle do carrapato do boi em Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena)

Babesiose é transmitida pelo carrapato infectado (Foto: Reprodução/TV Morena)

Combate
Na sexta-feira (3), o criador José Marcos contratou o veterinário Ranilson Rêgo para fazer a coleta de sangue em seis vacas. Após a análise feita em um laboratório de Aracaju (SE), ficou constatado que o resultado foi a babesiose.

“É uma doença muito comum que é transmitida pelo carrapato contaminado por um parasita. Às vezes, a falta de conhecimento deixa a doença avançar, causando a morte do animal e prejuízo ao criador”, explica o veterinário Ranilson Rêgo.

Segundo o especialista, o tratamento é simples se diagnosticado no início da doença. “Quando o caso é mais grave faz-se necessário uma transfusão sanguínea, mas se descoberto no começo dá combater com antibióticos, em dose única. Com isso, o animal pode se recuperar de três a cinco dias”, conta.

O G1 conversou com a diretora de Defesa Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Salete Dezen, que informou que a babesiose não faz parte dos programas da defesa. “Mas é uma doença de fácil tratamento e diagnóstico clínico. A mortalidade ocorre por diagnóstico tardio. A prevenção é o controle do carrapato e não é doença transmissível de animal para animal./infectocontagiosas”, explica.

Fonte: G1

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