Ginastas treinam pesado para garantir vaga nas Olimpíadas, só 5 das 11 irão

- Alexandre Pingo - - 16 de abril de 2016 | - 8:37 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Camila Ferezin já avisou: “Ainda não tenho uma previsão e espero definir as ginastas que vão às Olimpíadas no último prazo”. Faltam 114 dias para os Jogos Olímpicos. Parece muito, né? Mas para quem ainda não está garantido no maior torneio esportivo do mundo, mesmo ainda restando mais de 2.700 horas até o início da competição, já é a reta final, é hora de se doar ao máximo para ser selecionado para representar o país em casa, já que em 2016 o evento será realizado no Rio de Janeiro.

Seleção de ginástica rítmica (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)

À frente as atuais titulares da seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)

Na seleção de conjunto da ginástica rítmica, atualmente, onze meninas “brigam” por apenas cinco vagas. Até o dia 17 de abril elas permanecem treinando em Aracaju, no ginásio Constâncio Vieira, e depois embarcam para um grande teste na Cidade Maravilhosa, como o próprio nome do evento diz. A competição será realizada nos dias 21 e 22 deste mês.

– Quem está no time titular deve tentar, nesse período final, se manter, o que é muito difícil. Não pode deixar o rendimento cair, precisa manter um padrão no nível onde já está (titular). E quem está na reserva tem que seguir batalhando, correndo atrás, para tentar acompanhar. Se alguma eventualidade acontecer ali na frente (entre as titulares), a menina precisa estar no mesmo nível para substituir e, quem sabe, conseguir de vez a vaga. E esse evento teste vem pra isso, para dar clareza na escolha que a Camila vem fazendo com as ginastas que ela pretende armar o time para as Olimpíadas – explicou Bruna Martins, assistente técnica e professora de ballet.

Seleção de ginástica rítmica (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)

Reservas correm contra o tempo para garantir um espaço na equipe titular (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)

Nos treinamentos em Sergipe, é possível observar que realmente ainda não há uma definição, mas já se nota uma “equipe base”. Na série de arco e maças, estão como titulares: Francielly Machado, Eliane Sampaio, Jéssica Maier, Morgana Gmach e Gabrielle Moraes. Nas fitas, apenas uma mudança, Maiara Cândido no lugar da Gabriele. Enquanto isso, Dayane Amaral, Emmanuele Lima, Bruna Morais, Beatriz Pomini e Ana Paula Ribeiro também permanecem na disputa. As ginastas deixaram claro que ficarão tristes porque nem todas irão, porém ninguém quer pensar na possibilidade de não estar no Rio de Janeiro em agosto.

– Pensamos exatamente assim. Conversamos diariamente sobre isso e sempre falamos que, independente de quem estiver lá, com certeza vai representar bem todas nós, pois somos uma família e damos o nosso máximo o tempo inteiro – destacou Maiara Cândido, que está como titular apenas em uma série até agora.

– A gente fica com um aperto no coração, mas independente das meninas que não forem, elas podem ter certeza que fizeram parte do crescimento, da evolução da equipe e vão estar junto conosco de coração e alma – disse Morgana Gmach.

A técnica da seleção explicou que para manter todas em alto nível e motivadas há um trabalho psicológico também e lembra principalmente às reservas que não há nada perdido, que a oportunidade poderá surgir quando elas menos estiverem esperando, como foi no Pan em 2015.

– Temos o trabalho da psicóloga que direciona melhor esse trabalho do grupo, do conjunto, mas eu, enquanto técnica, procuro motivar todas porque na maioria das vezes tivemos muitas mudanças, até mesmo às vésperas de campeonatos importantes como foi no Pan-Americano no ano passado. Tivemos que trocar uma ginasta devido a uma lesão. E isso é muito fácil de acontecer porque os treinos são intensos, exaustivos, por isso temos dois grupos treinando ao mesmo tempo, para que possamos estar preparadas para tudo – comentou Camila Ferezin

Enquanto não sai o anúncio oficial, as meninas seguem treinando pesado, todas focadas em um mesmo objetivo, ou seja, levar o nome da ginástica rítmica brasileira entre as melhores do mundo. Para isso, a capitã da equipe, Jéssica Maier, fala de algo que pode fazer a diferença nas próximas competições, a união dentro e fora dos tablados.

– Somos uma equipe, acredito que todas querem competir em uma Olimpíada, é sonho de todo atleta, mas infelizmente não é pra todo mundo, são poucos que tem essa oportunidade, porém acredito que nós somos como uma família. A gente faz de tudo uma pela outra, se ajuda em relação à dieta e treinamento. Deus sabe quem deverá estar lá e quem tiver que ser, será – ressaltou Jéssica Maier.

Fonte: Globo Esporte Sergipe 

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