GLÓRIA: Reabertura do matadouro municipal é autorizada

- Alexandre Pingo - - 29 de agosto de 2018 | - 2:21 - - Home » Cidades» Nossa Senhora da Glória» Notícias - - Sem Comentários

O abatedouro municipal de Nossa Senhora da Glória, que foi fechado em maio de 2018 durante uma Fiscalização Preventiva Integrada – FPI São Francisco, será reaberto após o cumprimento de algumas adequações exigidas pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). 

Conforme o Prefeito Municipal Chico do Correio, durante coletiva de imprensa, após solicitações junto ao Ministério Público, foi autorizado a reabertura do abatedouro municipal desde que sejam cumpridas algumas exigências da Adema, como a aquisição de pistolas, compressores e filtros e a adequação da lagoa de estabilização de acordo com o que é exigido pela legislação. 

Além disso, o gestor municipal informou também que essa será uma licença provisória, já que será necessário a construção de um novo abatedouro municipal. Foi dado um prazo para que seja concluído a licitação da obra, bem como o início da construção. 

Entenda o motivo do fechamento:

Interdição

Técnicos da Adema realizaram o auto de infração pelas irregularidades encontradas e também um auto de interdição, lacrando todas as vias de acesso e colando adesivos que sinalizam que o local está proibido de funcionar.

O prefeito de Nossa Senhora da Glória esteve no ato fiscalizatório e conversou com os membros da FPI/SE. Ele alegou que já tinha feito uma audiência pública na cidade, com a participação do promotor de Justiça da comarca de Nossa Senhora da Glória, marchantes e população em geral. Nesta reunião ele alegou que tinha conseguido recursos, no valor de R$ 2 milhões, que serviriam para readequação do matadouro.

Integrantes da Fiscalização Preventiva Integrada explicaram ao gestor municipal que seria necessário um valor cinco vezes maior para atender a todas as exigências legais. Além disso, o abatedouro municipal não poderia ser instalado em uma área urbana e densamente habitada. Técnicos da FPI explicaram ainda que a atividade de abate deveria ser realizada pela iniciativa privada.

Despejo irregular

Outra situação observada foi o despejo irregular dos resíduos sólidos e líquidos. Todos os dejetos provocados pela matança dos animais corriam para uma área aberta, próxima a uma comunidade que provavelmente sofrerá com a contaminação do terreno. Em uma das caixas de dejetos também foi encontrado um feto bovino, evidenciando que havia abate de vacas gestantes.

Risco de contaminação

Outro fato curioso foi a tentativa de esconder irregularidades. Diante do início da 4ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada em Sergipe, funcionários fizeram o uso de uma tinta automotiva, na cor prata, para pintar ganchos enferrujados que penduravam as carnes. O objetivo da pintura era que os ganchos parecessem objetos inoxidáveis. O risco de contaminar a carne era altíssimo, pois além do ferrugem, a tinta automotiva é um produto tóxico.

 

 

 

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