Grandes empresas brasileiras estreiam no SXSW e buscam notoriedade no festival

- Alexandre Pingo - - 13 de março de 2018 | - 11:33 - - Home » Tecnologia - - Sem Comentários

O Brasil atingiu neste ano a marca de segunda maior delegação no South by Southwest (SXSW), festival de economia criativa que ocorre em Austin, nos Estados Unidos. O país já estava entre os maiores participantes na edição passada, quando houve uma “invasão” de startups brasileiras no evento. Mas, neste ano, grandes empresas nacionais também tentam conquistar seu espaço.

Enquanto o país tenta reconquistar a credibilidade internacional após a crise, as companhias buscam eventos como o SXSW para ganhar notoriedade.Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), neste ano o evento tem a participação de 77 empresas brasileiras (contra 62 no ano passado).

“Temos melhorado nossa participação internacional. Antes, o foco brasileiro no festival eram as pequenas empresas, algumas médias, mas agora, pela primeira vez, temos as grandes”, comentou Marcia Nejaim, diretora de negócios da Apex.

As grandes empresas estão seguindo as pequenas, é fantástico ver esse movimento. Nós queremos mostrar para o mundo o melhor do Brasil”, diz Nejaim.

A Apex promoveu no domingo (11) um almoço para apresentar empresas brasileiras na unidade de Austin da churrascaria Fogo de Chão, fundada no Brasil. O artista Eduardo Kobra esteve presente para pintar um painel na entrada do local, atraindo bastante atenção de brasileiros e estrangeiros.

 

Diferentes apresentações

Entre as maiores, três (Ambev, Natura e Embraer) estão levando a causa batizada de “Brazil inspires the future” (Brasil inspira o futuro), movimento criado por uma agência especializada em marketing de causas, a Lynx. O Itaú Unibanco não faz parte do movimento, mas também estava entre as grandes empresas brasileiras presentes.

A Ambev foi uma das primeiras empresas brasileiras de peso a se apresentar no SXSW. A palestra da empresa ocorreu na sexta-feira (9), com a diretora de sustentabilidade da empresa, Carla Crippa. O assunto foi um produto lançado em março do ano passado pela empresa, a água mineral AMA. Pelo projeto, o lucro com as vendas das garrafas é revertido para trabalhos de acesso à água no semiárido brasileiro.

 

A Natura preparou uma palestra para esta segunda-feira (12) com o desafio de se apresentar como uma empresa que consegue aplicar a sustentabilidade em uma produção de larga escala, mas para um público que pouco conhece a marca. Outro objetivo é falar sobre possibilidades de transformação por meio das oportunidades de negócios e, para isso Maria Ivoneide do Vale, uma consultora da Natura, vai contar a história da criação do Banco Tupinambá.

O Itaú Unibanco participa de uma forma diferente do evento, com a especialista em design visual e gerenciamento de equipe Marcela Coutinho. Ela atuará como “mentoring”, ouvindo e analisando histórias de empreendedores e dando dicas para que o negócio deles decole.

Já a Embraer aproveita o evento para ampliar relações comerciais, em uma apresentação em conjunto com a Uber na terça-feira (13). As empresas vão falar sobre o acordo anunciado em 2017 para desenvolver um sistema para tráfego de veículos elétricos aéreos – ou seja, um sistema de transporte urbano aéreo em pequenos veículos -, mas sem revelar mais detalhes sobre o projeto além dos já conhecidos até aqui.

A ideia é mesmo criar relacionamentos e ouvir, segundo Antonio Campello, diretor de inovação corporativa da Embraer. “Ao compartilhar a nossa visão sobre o futuro da mobilidade urbana com relação ao transporte aéreo, também queremos ouvir as expectativas do público sobre o novo conceito de aviação sob demanda”, disse ele.

Fonte: G1

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