Ídolo no Olhanense, sergipano agora quer ser presidente do clube português

- Alexandre Pingo - - 17 de setembro de 2018 | - 11:44 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Exatos 6.142 quilômetros separam um sergipano da cidade natal. O aracajuano Djalmir Vieira de Andrade, de 42 anos, chegou na cidade portuguesa de Olhão em 2006, onde jogou até aposentar, em 2013, e virou ídolo no Olhanense após ser campeão da Série B de Portugal e artilheiro com 23 gols.

Antes, Djalmir passou por outras equipes de Portugal: Futebol Clube de Famalicão, Clube de Futebol Belenenses, Sport Comércio e Salgueiros e Clube Desportivo Feirense. Mas a carreira no Olhanense, sem dúvidas, é a que mais marcou o ex-atacante. Em Sergipe, ele jogou apenas no sub-17 do alvirrubro da capital e se despediu do Brasil após jogar no time profissional do Cascavel, em 2000, quando marcou 18 gols.

– Olhanense foi o clube onde eu passei mais tempo, levei o clube à primeira divisão depois de 34 anos fora dela, sempre com prestações positivas e cada partida com um nível de entrega ao jogo e dos gols marcados. Em toda carreira acho que marquei uns 150 gols. No Olhanense fiz 60 só para os campeonatos, mas marquei também na Taça de Portugal e na Taça da Liga. E no Famalicão mais 18 em meia temporada – contou Djalmir.

Top 5 – jogos marcantes

– Eu tive vários jogos importantes, mas já que tenho que citar cinco, eu começaria com o Olhanense x Santa Clara, Gondomar x Olhanense (foi o jogo do acesso), Porto x Olhanense (esse jogo nós empatamos no estádio do Dragão e eu fiz 2 gols), Benfica x Olhanense (perdemos por 3 a 2, eu fiz um dos gols e dei uma assistência), e por último Olhanense x Benfica (marquei o gol do empate em 1 a 1 que nos deu a manutenção na Liga) – afirmou o ex-jogador do Olhanense.

Nova fase

Assim que pendurou as chuteiras e a camisa 11, Djalmir resolveu estudar. Nos últimos cinco anos esteve aqui no Brasil e aproveitou para fazer licenciatura e bacharelado em Educação Física. Em julho deste ano ele voltou para Portugal. Djalmir revelou que outro objetivo da nova fase é fazer um curso para virar treinador.

– Eu vou fazer aqui (Portugal) o curso de treinador nível Uefa 1. É um dos meus objetivos seguir essa carreira. O curso de Educação Física eu fiz para agregar conhecimentos da área, que por sinal aprendi muito em todos os níveis. Aí quem sabe os clubes em Sergipe me dão uma oportunidade de treinar um dia – ressaltou o aracajuano Djalmir.

Sonho ou realidade?

Apesar dos objetivos citados acima, talvez o principal seja um sonho que ele tem desde que ainda atuava com a camisa do Olhanense: ser presidente do clube. A eleição está prevista para maio do próximo ano e ele já deixou claro que será candidato, inclusive tem várias ideias em mente, caso assuma o comando.

– Ser presidente do clube é um sonho desde quando eu era jogador e que agora ganhou força através de milhares de pessoas da cidade que entraram em contato comigo para que eu me candidate. O clube, quando eu cheguei aqui, tinha várias propriedades, muitos patrimônios que foram dados a bancos e depois perdidos por falta de pagamentos, ou seja, perdemos todos os patrimônios que tínhamos e agora andamos com dívidas nada inferior a 5,6 milhões de euros. A minha proposta passa por amortizar essa dívida, chamar novos investidores ao clube, organizar nossa base pra que ela possa dar lucro no futuro, cativar os antigos sócios que por sua vez deixaram de o ser por não estarem de acordo com a nova gestão, andar lado a lado com a Sad do clube, coisa que não acontecia e que nos levou para um buraco imenso. Além disso vou buscar uma melhoria das nossas infraestruturas, enfim há muita coisa pra se fazer no clube e eu não vejo os responsáveis interessados em o fazer – explicou Djalmir Vieira.

Djalmir é casado com Maria Nadja com quem tem duas filhas, ambas possuem dupla cidadania. Maria Eduarda, de 14 anos, que nasceu em Famalicão, e Maria Clara, que tem 7 anos e nasceu em Olhão, cidade na qual ele mora atualmente. Olhão faz parte do Distrito de Faro e tem cerca de 30 mil habitantes. O que mais agrada o aracajuano na cidade portuguesa? Será que ele sente falta de Sergipe? Como será que Djalmir tem observado a atual situação do Brasil?

– O que eu gosto mais das pessoas em Olhão é a simplicidade, a humildade dos que moram aqui, além do bom peixe fresco, o clima que é parecido com o nosso e do bom vinho. Pra ser sincero, do Brasil e de Sergipe só sinto falta de meus amigos e da minha família, o resto não me diz nada. O Brasil está do jeito que está pelos nossos políticos corruptos que nada fazem para a sociedade, péssima educação, péssima saúde, péssima segurança, enfim o Brasil bateu no fundo infelizmente pra nós – finalizou Djalmir Vieira.

Fonte: GE

Enium Soluções Digitais

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