Líder do app G1 Enem no Acre estuda nas horas livres do trabalho para tentar vaga em arquitetura

- Alexandre Pingo - - 12 de julho de 2017 | - 11:23 - - Home » Educação - - Sem Comentários

A acreana Jeniffer Paixão, de 18 anos, sonha com um diploma de arquitetura: faz cursinho à noite, depois de uma jornada integral de trabalho. A jovem terminou o ensino médio e, como não passou no vestibular, conseguiu um emprego como auxiliar administrativo em uma empresa de prestação de serviços. Optou por um cursinho online, para poder assistir às aulas em casa, depois que volta do trabalho.

“Decidi não fazer o curso presencial por causa do tempo. É muito ruim ir para a aula à noite, porque dependo do transporte público. Acredito que estou preparada, mas estou um pouco nervosa porque acho que esse ano pode ter novos conteúdos cobrados no Enem”, desabafa a estudante.

Além do cursinho pré-vestibular, ela treina e revisa os conteúdos estudantes com o app G1 Enem. Ao integrar o app em sua rotina de estudos desde o ensino médio, a jovem se tornou a maior pontuadora do Acre no jogo de perguntas e respostas do G1. “Eu só acho que o tempo para responder as questões é muito curtinho, mas é um bom aplicativo, aprendi bem com ele. Se falassem dos assuntos do app na escola, eu já sabia do que se tratava”, afirma Jeniffer.

No Acre, não há cursos públicos de arquitetura

Além da falta de tempo e dos compromissos no trabalho, o sonho da moradora de Rio Branco esbarra em outro empecilho: ela não pode contar com uma aprovação na Universidade Federal do Acre (Ufac), que não tem curso de graduação em arquitetura.

Quero fazer arquitetura desde o 9º ano. Tudo me encanta, de projetos urbanísticos a design de interiores. Em Rio Branco, o curso só existe em universidades particulares, então vou ter que tentar uma bolsa de estudos.

Jeniffer estudou na rede pública durante todo o ensino fundamental, mas conseguiur contar com a ajuda do pai e do irmão mais velho para cursar o ensino médio em uma escola particular. Por mais que essa decisão tenha sido tomada para tentar obter um ensino médio de maior qualidade, ela acabou ficando de fora de alguns programas de acesso ao ensino superior. “Por isso, não consigo bolsa do Prouni [Programa Universidade para Todos]. Tenho que tentar bolsas nas faculdades [particulares] mesmo”, afirma.

Mesmo com as dificuldades para ingressar em um curso de arquitetura, Jeniffer conta com o suporte da família. “Meus pais me apoiam, embora achem complicado não ter o curso na Ufac. Mas como é o que eu quero fazer, eles dão uma força”, comenta. A família prometeu que a ajudará se ela passar em qualquer outra federal, apesar das complicações da questão financeira. “Outra opção é tentar bolsas em faculdades em Rondônia, porque meu irmão mora lá e poderia me ajudar”, planeja.

Fonte: G1

Enium Soluções Digitais

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