MEC apresenta segunda versão da Base Nacional Comum Curricular

- Alexandre Pingo - - 3 de maio de 2016 | - 3:52 - - Home » Educação - - Sem Comentários

O Ministério da Educação (MEC) apresentou nesta terça-feira (3) a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento tem a meta de determinar conteúdos mínimos que os alunos das 190 mil escolas do país terão que aprender a cada etapa da educação básica.

A BNCC é considerada fundamental para reduzir desigualdades na educação no Brasil e países desenvolvidos já organizam o ensino por meio de bases nacionais.

O documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi apresentado em 16 de setembro de 2015. Ele ficou disponível para envio de sugestões até 15 de março e recebeu mais de 12 milhões de contribuições de instituições, educadores e público em geral.

Próximas etapas
O prazo final para que o documento final esteja pronto e aprovado é junho de 2016. A segunda versão da BNCC precisa agora ser submetida a seminários nas redes estaduais e municipais de ensino. Depois disso, a partir das contribuições dos seminários será elaborada a versão final que será, enfim, discutida e votada no Conselho Nacional de Educação (CNE).

História: a polêmica nas Ciências Humanas
O professor que representou a área de Ciências Humanas destacou que a experiência de concepção da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular foi enriquecida pelas diferentes formas de contribuição dos professores. Apontou que, nos anos iniciais da educação, houve uma integração maior entre as disciplinas de geografia e história e, nos finais, o destaque na ênfase à formação sociocultural e territorial do Brasil.

Sobre o ensino médio, considerou que é a segunda versão é “um momento definitivo de incorporação da sociologia e filosofia na educação básica”. Segundo o professor, isso representa o enriquecimento da capacidade de contato entre diferentes culturas pelo aluno.

Também destacou a disciplina de história como o componente mais valorizado e disse que entre a primeira e a segunda versão do documento há um “salto de qualidade” porque valoriza a história africana e o protagonismo das culturas indígenas e afro brasileiras, mas sem abrir mão de questões ocidentais e processos de formação culturais do país. Por fim, destacou que o ensino religioso, que aparecia inicialmente dentro das Ciências Humanas, agora é apresentado como uma área isolada.

Retorno da gramática e da literatura portuguesa
De acordo com os envolvidos na revisão do conteúdo de português, a partir das contribuições não houve dúvidas sobre a necessidade de tornar presente os temas gramática, literatura e “o que ler na sala de aula”. No caso da gramática, houve solicitações específicas para manter a gramática presente a partir do 6º ano.

Segundo os revisores, para atender as demandas foi incluído um novo “eixo organizador dos objetivos de aprendizagem” no documento da segunda versão da BNCC. Ele prevê etapas mais específicas sobre o conhecimento da língua e sobre a norma padrão (regras, usos e gramática normativa).

Outra polêmica envolveu o que ler e quando ler, sobretudo no ensino médio. Os professores cobraram – através da consulta pública – a inclusão da literatura regional, autores brasileiros e estrangeiros contemporâneos, além de cobrar especificamente a presença da literatura portuguesa. Na 2ª versão, os professores responsáveis pela revisão dizem ter contemplado essas contribuições, embora digam que optaram por não nomear autores, mas indicar parâmetros para o uso dessas referências.

Matemática: detalhamento de conteúdos
De acordo com professores que participaram do processo, o trabalho de revisão buscou dar mais clareza para os conteúdos e objetivos de aprendizagem. Segundo o professor de matemática Marcelo Câmara, os docentes que enviaram contribuições através da página da Base na internet pediam clareza e proximidade do conteúdo com o dia dia da sala de aula. De acordo com ele, a proposta ganhou detalhamento que atenderam as demandas dos professores.

Ciências da Natureza
A professora Edenia Maria do Amaral, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ressaltou que a principal mudança em ciências da natureza é especificar com mais clareza os objetivos de cada item da proposta curricular.

Foram pensados, de acordo com ela, temas que exijam demandas cognitivas maiores e menores. “Diversificamos os estudos das ciências no ensino fundamental”, afirma. Ela também ressaltou a importância de haver relação entre os temas abordados. “No ensino médio, fizemos uma proposta de unidades curriculares que abra a possibilidade de fazer arranjos flexíveis entre elas”, explica.

Fonte: G1

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