‘Não tem segredo’, diz cearense escolhido para estudar no Japão

- Alexandre Pingo - - 5 de abril de 2016 | - 2:56 - - Home » Educação - - Sem Comentários

O cearense Hygison Brandão, 21 anos, é um dos cinco brasileiros selecionados para realizar curso superior no Japão, com despesas pagas pelo governo japonês. No domingo (3), ele embarcou para o país oriental, onde irá estudar por cinco anos. A seleção foi promovida pelo Consulado Japonês no Brasil, por meio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT).

De acordo com Hygison, dedicação foi fundamental para a conquista. “Se a pessoa se dedicar aos estudos vai dar certo, não tem segredo”, disse o estudante, ex-aluno do Colégio Ari de Sá. O jovem está entre os cinco brasileiros aprovados entre 300 inscritos do país.

O processo para que o governo nipônico aceite patrocinar o aluno é exigente e cobra o conteúdo trabalhado nas escolas japonesas, como Cálculo Integral e Derivadas, em Matemática.  Além disso, os alunos aprovados no exame passam por entrevista presencial nas sedes regionais dos consulados do Japão no Brasil.

Hygison foi aprovado em todas essas etapas e convidado a realizar um primeiro ano de aulas de japonês e disciplinas de exatas, para nos quatro anos seguintes ingressar em uma faculdade de Engenharia Eletrônica. “Ainda não caiu a ficha que estou saindo de casa para estudar em outro país”, afirma.

Filho único de professores, a rotina de estudos de Hygison chegava a 14 horas por dia. “Todos os dias eu ia para o curso preparatório e lá estudava de 8 horas às 22 horas, no fim de semana tentava mesclar com um pouco de descanso”, conta.

A primeira recompensa do jovem que sonha em ser engenheiro veio com a aprovação no Instituto Militar de Engenharia (IME), em 2016, onde cursou por dois meses, até receber o resultado do MEXT. “Eu estava no intervalo da aula quando entrei no site e vi que tinha passado. Na hora fiquei feliz e paralisado ao mesmo tempo”, afirma.

A iniciativa de concorrer a uma bolsa de estudos em outro país aconteceu de maneira despretensiosa e foi recebida com surpresa pelo estudante que teve de optar entre a instituição onde já estava cursando ou ir para o Japão. Porém, de acordo com Hygison, a segunda opção era mais vantajosa para sua vida acadêmica. “Provavelmente a faculdade japonesa será mais proveitosa por ser um país de ponta. Além disso, vou poder ter contato com uma cultura diferente e aprender outro idioma”, disse.

Segundo Hygison, a mãe recebeu a notícia com alegria e apoiou a decisão do jovem. Já o pai teve receio devido a distância, mas depois se conformou. Desde então, aproveitou o tempo antes do embarque para se despedir da família e dos amigos. Ele já planeja os próximos passos após a graduação. “Pretendo tentar um mestrado no Japão mesmo ou em algum outro país”, conta.

Fonte: G1

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