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Parceria vitoriosa com Ágatha e início do “Projeto Tóquio”, relembre o 2017 de Duda

- Alexandre Pingo - - 2 de Janeiro de 2018 | - 12:07 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Sete pódios seguidos entre Circuito Mundial e Brasileiro. Desde janeiro com nova parceira no vôlei de praia, a sergipana Eduarda Santos Lisboa, a Duda, tem mostrado que é uma forte candidata ao pódio dos próximos Jogos Olímpicos. E ela tem como parceira uma paranaense que foi medalha de prata na Rio 2016.

Assim como costumam fazer no futebol, as meninas uniram a juventude de Duda, de apenas 19 anos, com a experiência de Ágatha Rippel, de 34. Apesar da diferença de idade, as duas possuem grandes currículos e, claro, jogar ao lado de uma das melhores atletas da modalidade atualmente fez a sergipana crescer bastante e, de forma muito rápida, carimbando cada vez mais a presença na próxima Olimpíada. Tanto que foi convidada a fazer parte do Projeto Tóquio. O GloboEsporte.com então relembra com você a partir de agora momentos marcantes dessa dupla que em um ano já deu muito trabalho dentro e fora do Brasil.

Retrospectiva – Duda Lisboa

O anúncio oficial aconteceu na primeira semana de 2017, pouco tempo depois da medalha de prata na Rio 2016 de Bárbara Seixas e Ágatha Rippel. No dia 4, pra ser preciso, a promissora Duda, ainda com 18 anos, apareceu ao lado de Ágatha com missões interligadas: a primeira é a conquista da vaga para Tóquio 2020 e, consequentemente, subir ao pódio nos Jogos Olímpicos.

 

E a escolhida para treinar a dupla foi Letícia Pessoa, que já comandou atletas que obtiveram muito sucesso no vôlei de praia como Shelda, Adriana, Alison e Emanuel. E o local da apresentação oficial delas, o Marina Barra Clube, também se tornou o Centro de Treinamento das duas jogadoras. Além disso, a dupla teve direito à logo e equipe multidisciplinar.

– Acho que era o destino. Quando eu tinha 10 anos e minha mãe ainda jogava, a Letícia falou que queria me treinar. Minha mãe adorou. Meu pai sempre acompanhou e também falava isso. Ela era a técnica do Emanuel, que é o Rei. Estou muito feliz e vai ser muito importante. Tenho muita afinidade com ela, já a conheço bem e é como se fosse uma mãe para mim. Vai ser uma mãe aqui no Rio – disse Duda Lisboa.

A responsabilidade de estar ao lado de uma medalhista olímpica foi tão desafiadora quanto deixar a família em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju, e se mudar para o Rio de Janeiro. Nos primeiros dias de Duda na Cidade Maravilhosa, a mãe esteve presente para ajudar na transição e na montagem do apartamento, o qual ela dividiu com o preparador físico Lucas Palermo, que virou um “irmão mais velho” da atleta nas primeiras semanas longe de casa.

 

Acostumada a ficar longe da família desde cedo para competir, Duda sempre encarou de forma “tranquila” a saudade após a mudança de Sergipe para o Rio de Janeiro. Além disso, ela sempre demonstrou muito foco e explicou que as baladas não atrapalhariam.

Duda começou em janeiro um trabalho de acompanhamento nutricional com o profissional Rodrigo Vilhena, especializado em nutrição esportiva. Em entrevista ao GloboEsporte.com, ele explicou o que mudou de lá para cá. O preparador físico principal da dupla, Renan Rippel, relatou que no início não foi fácil, mas agora Duda está colhendo os frutos da dieta, da suplementação direcionada e do trabalho de preparação física. Ele vê a jovem feliz e cada vez mais preparada para os desafios. Com dieta e preparação física adequadas, Duda ‘secou’, e Ágatha elogiou: “É outra atleta”. Com ajuda de equipe multidisciplinar e suplementos, a sergipana perdeu peso e gordura corporal, ganhou potência e evoluiu como jogadora no ciclo olímpico.

E o saldo neste primeiro ano foi bastante positivo para a sergipana ao lado de Ágatha. Sete pódios seguidos entre Circuito Mundial e Brasileiro. Apesar de satisfeitas com o desempenho na temporada, as jogadoras acreditam que podiam ter ido além no Mundial de Viena, quando caíram na segunda fase diante das tchecas Hermannova e Slukova.

Ágatha/Duda World Tour Finals em Hamburgo (Foto: Divulgação/FIVB)

Ágatha/Duda World Tour Finals em Hamburgo (Foto: Divulgação/FIVB)

 

– Foi um presente jogar o Finals, porque são só as oito duplas melhores do mundo. Tivemos um ano de preparação e ajuste para os próximos anos. Além de tudo isso, conseguimos sete pódios seguidos entre Circuito Mundial e Brasileiro. Foi um ano importante para a gente se encaixar como time – afirmou Duda.

Juntas desde janeiro, as jogadoras chegaram ao último evento do ano na terceira colocação do ranking feminino da Federação Internacional (FIVB), um bom começo.

– Nosso time foi muito bem nesse primeiro ano. Aqui dentro da parceria tem uma atleta super nova, a Duda só com 19 aninhos. Foi bom para fazer uma união da equipe. Foi um ano de mudanças e conseguimos ter muitos resultados legais, com pódios no Circuito Mundial e no Circuito Brasileiro. O legal é sabermos que temos muito para crescer, pois temos um potencial maior ainda para os próximos anos – comentou Ágatha.

 

No primeiro ano de parceria, Ágatha e Duda têm demonstrado realmente uma evolução rápida e impressionante, com títulos importantes no cenário nacional e mundial. Uma das competições mais recente foi o II Mundial Militar de Vôlei de Praia, realizado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Lá, a sergipana teve uma campanha invicta ao lado de Ágatha, sem perder sequer um set e Duda ainda conquistou o prêmio de melhor jogadora da competição, além de ter sido o primeiro título mundial militar dela, que é terceiro sargento do Exército.

Mais sobre a sergipana Duda
Duda Lisboa é filha da ex-jogadora Cida. E foi seguindo de perto a carreira da mãe que ela, naturalmente, ingressou no vôlei de praia aos 9 anos. Sempre alta para sua idade, esperta e habilidosa, não demorou a se destacar nas areias. Aos 12 anos, foi inscrita pela mãe para jogar uma etapa do Estadual em Aracaju. Duda terminou em quinto, e a mãe, em terceiro.

 
Ágatha e Duda, vôlei de praia (Foto: Divulgação)

Ágatha e Duda, vôlei de praia (Foto: Divulgação)

 

Dois anos se passaram e, em 2013, já se tornava a primeira atleta da história a disputar os três Mundiais de base no mesmo ano, sagrando-se campeã mundial sub-19, ao lado de Tainá, e vice-campeã mundial sub-23, com Thaís. No fim da temporada, ainda estreou no Circuito Mundial, na etapa Open de Durban (AFS). Ela coleciona também prêmios individuais de: melhor jogadora do Campeonato Mundial 2015, revelação do Circuito Banco do Brasil 2005 e melhor levantamento do Circuito Banco do Brasil 2013/2014. Confira aqui o perfil completo da atleta sergipana que brilhou na base e possui vários títulos precoces na elite do vôlei de praia.

Fonte: GE SE

Colégio Atena
Enium Criação de Sites

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