Prêmio reconhece melhores bibliotecas do Brasil: ‘Precisam atrair a comunidade’

- Alexandre Pingo - - 14 de dezembro de 2016 | - 10:43 - - Home » Educação - - Sem Comentários

Na próxima quinta-feira (15), a primeira edição do Prêmio IPL – Retratos da Leitura premiará, entre outras categorias, as três bibliotecas de maior destaque do Brasil: Biblioteca Pública Estadual do Acre, Biblioteca de São Paulo – Parque da Juventude e Biblioteca Parque Estadual Rio de Janeiro.

Segundo o presidente do Instituto Pró-Livro, Marcos da Veiga Pereira, estes espaços são atrações para a comunidade. “A ideia de que bibliotecas são só o lugar para livros precisa ser revolucionada. Elas devem ser um parque de cultura, onde há videoteca, contadores de história e evidentemente, as obras”, diz. Funcionários que conheçam o acervo e saibam sugerir leituras para o público também ajudam a despertar o interesse pelo local.

Marcos afirma que, quando estes locais se tornam espaços de lazer, atraem a comunidade e ajudam a estimular o hábito da leitura. Os moradores do entorno da biblioteca passam a frequentá-la e, consequentemente, a interagir entre si. “Eles exercitam a cidadania e o respeito, lidam uns com os outros, conhecem novas pessoas”, afirma. “Ser apresentado ao mundo dos livros traz um benefício monstruoso. É um privilégio poder ter o prazer de ler, ter o livro como companheiro. A gente precisa ser capaz de ter imaginação”, complementa.

O diretor do IPL cita os resultados do ranking mundial de educação – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, em inglês), divulgado neste mês. O Brasil teve queda na pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. “A gente vê como o país está atrasado em termos de educação. É preciso incentivar o envolvimento das comunidades nas bibliotecas”, diz.

Público infantil

 

Para atrair as crianças às bibliotecas, Marcos afirma que é preciso pensar além da ideia de que são espaços fechados e escuros. É necessário que existam áreas de silêncio, mas não há necessidade de se restringir a elas. “Precisa ser tudo colorido e aberto, moderno. O livro permite a poesia, o teatro, pode haver a encenação de uma história. Quanto mais espaços e atividades, maior a chance de cativar esse público”, diz.

Tecnologias

Na discussão sobre livros digitais e impressos, o diretor do IPL afirma não ser purista. Para ele, não são opções excludentes. “O livro, para mim, é um conteúdo, não uma forma. Vai ter gente que vai preferir o papel, por achar mais acalentador, sentir o cheiro da tinta impressa. E há quem goste mais do digital”, diz.

De acordo com Marcos, a biblioteca pode se abrir às tecnologias e ter computadores e tablets. O desafio do livro digital, neste aspecto, é a burocracia no processo de empréstimo. “O e-book se propaga mais facilmente. Não sei como faríamos em relação aos direitos do autor da obra”, explica.

Fonte: G1
Enium Soluções Digitais

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