Professores da rede municipal de ensino farão vigília na Câmara Municipal de Vereadores

- Alexandre Pingo - - 8 de novembro de 2016 | - 10:20 - - Home » Cidades» Nossa Senhora da Glória» Notícias - - Sem Comentários
Foto: Sintese

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Nessa terça, 08, às 20h os educadores da rede municipal de Nossa Senhora da Glória irão fazer vigília na Câmara de Vereadores. Eles vão fazer um ato de repúdio à aprovação que ocorreu no dia 11 de outubro das leis que alteraram o Plano de Carreira e o Estatuto do Magistério.

Os educadores e educadoras também paralisarão suas atividades nos dias 11 e 14 deste mês.

As deliberações foram tomadas em assembleia da categoria que aconteceu durante a paralisação do dia 03, na qual foi realizado um estudo sobre as referidas leis aprovadas.

A indignação ainda é grande no magistério de Nossa Senhora da Glória, pois de acordo as leis que o prefeito Chico conseguiu aprovar na véspera do feriado do dia 12 de outubro a jornada de trabalho dos professores pode ser alterada para até 60 horas semanais. Vale lembrar que a Constituição Federal estabelece uma jornada de trabalho semanal de, no máximo, 44 horas.

O novo Plano de Carreira determina a extinção do quadro atual do magistério cuja jornada mensal é de 200 horas e estabelece que os próximos professores admitidos por concurso cumpram 190 horas como jornada máxima. No entanto, uma análise atenta dessa divisão da jornada, constata que não há redução no número de horas semanais de trabalho.

Essa mudança, na avaliação do SINTESE, é um subterfúgio para que a administração não pague o valor completo do piso salarial do magistério (pois o valor do piso é para jornada de, no máximo, 200 horas mensais).

“Após um dia de estudo e discussão, foram detectadas várias inconstitucionalidades, erros e incoerências tanto no estatuto quanto no plano de carreira. Para o SINTESE estas novas leis são gravíssimas, pois vão de encontro à Constituição Federal, trazendo graves retrocessos à conquista dos trabalhadores do magistério. A aprovação destas leis foi um desrespeito aos educadores e educadoras” – aponta o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

 

Fonte:Jorge Henrique

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