Professores em greve tomam as ruas de Chicago, nos EUA

- Alexandre Pingo - - 24 de outubro de 2019 | - 12:53 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Milhares de professores em greve ocuparam as ruas do centro de Chicago, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (23) em protesto por melhores condições de trabalho, como redução no número de alunos em sala de aula e mais contratações de funcionários de apoio.

A categoria paralisou as aulas pelo quinto dia letivo consecutivo. Com isso, cerca de 300 mil estudantes ficaram fora das escolas públicas de Chicago, uma das maiores cidades norte-americanas. A greve deve continuar nesta quinta-feira.

Segundo reportagem da agência Reuters, os professores interromperam as aulas após as negociações com a prefeitura não surtirem efeito. Entre as reivindicações, estão melhores salários e aumento no número de servidores – principalmente enfermeiros e assistentes sociais.

“As crianças só querem aprender e não temos recursos para ensiná-las”, disse à Reuters a professora Christina Morales.

Nos protestos, os manifestantes empunharam bandeiras com palavras de ordem e usaram apitos e tambores para fazer barulho. O protesto parou o centro de Chicago, o que irritou motoristas.

O grupo marchou até a prefeitura de Chicago, onde a prefeita Lori Lightfoot anunciaria a previsão orçamentária da cidade.

Greve em Chicago

Professores protestam próximo à prefeitura de Chicago, onde prefeita anunciou orçamento nesta quarta-feira (23) — Foto: Teresa Crawford/AP Photo

Professores de diversas localidades têm protestado contra falta de investimento público nas escolas. Em Chicago, a greve tomou proporções maiores, com protestos diários. A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Elizabeth Warren participou dos protestos na terça-feira.

Eleita em abril, a prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, alega que o distrito ofereceu aumento de 16% aos professores por cinco anos e prometeu verificar as condições de trabalho nas unidades de ensino. No entanto, ela afirma que o orçamento da cidade não poderia cumprir com todas as demandas do sindicato, que custariam US$ 2,4 bi a mais por ano ao orçamento da educação.

Fonte: G1

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