Protesto na Unicamp faz conselho de reitores suspender reunião sobre reajuste salarial em universidades estaduais de SP

- Alexandre Pingo - - 1 de junho de 2018 | - 12:23 - - Home » Tecnologia - - Sem Comentários

O conselho que reúne os reitores das três universidades estaduais de São Paulo (Cruesp) decidiu suspender a reunião sobre reajuste salarial que estava agendada para esta quarta-feira (30) com o Fórum da Seis, grupo que representa funcionários e professores da Unicamp, USP e Unesp.

Em comunicado, o órgão mencionou que as tratativas estão suspensas até que o Conselho Universitário da Unicamp (Consu), responsável pelas deliberações da universidade, tenha condições de apreciar a proposta do órgão. A reunião em Campinas (SP) foi suspensa na manhã desta terça após um ato dos servidores técnico-administrativos, em greve há oito dias. Não houve incidentes.

Docentes e professores da Unicamp reivindicam alta de 12,6% nas remunerações, com a justificativa de que o índice é necessário para corrigir uma defasagem estimada desde maio de 2015. O Cruesp, entretanto, oferece índice de 1,5%, uma vez que a universidade estadual prevê déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões, sem considerar eventual reajuste salarial para os trabalhadores até dezembro, e admite hipótese de zerar a “reserva estratégica” em 2019.

Divergências

O sindicato que representa os funcionários (STU) alegou que o ato na Unicamp foi pacífico e ocorreu porque a categoria considerou “inoportuno” discutir sobre o reajuste salarial no Consu, diante dos reflexos provocados pela greve dos caminhoneiros, entre eles, a falta de combustíveis.

“Esse acontecimento afetou parte dos conselheiros que participariam da reunião, prejudicando a democrática discussão sobre o item na sessão”, diz nota da entidade.

O reitor, Marcelo Knobel, criticou a manifestação feita pela categoria. “Consideramos que foi uma atitude antidemocrática de não permitir uma reunião, uma discussão que é prevista no nosso regimento. Esse é o principal fato grave que a gente repudia”, frisou.

Os docentes da Unicamp reivindicam mesmo índice para alta salarial, mas não estão em greve. Em nota, a entidade representativa da categoria (ADunicamp) também criticou o fato do Consu ter colocado as discussões sobre os vencimentos na pauta desta terça-feira.

“A subordinação dos reajustes salariais à aprovação do Consu é um procedimento inédito na história da Unicamp. Na prática, ela restringe a possibilidade de negociação do Cruesp com os representantes das organizações sindicais. É fundamental que exista disposição dos dirigentes da universidade para a ampliação dos ambientes de negociação e diálogo”, diz nota.

A Unicamp destacou em site institucional, por outro lado, que uma das deliberações do Consu determina que todas as propostas de aumento salarial apresentadas pelo Cruesp devem ser submetidas à aprovação dos conselheiros por implicar aumento de despesas orçamentárias.

Além disso, alegou que manifestantes promoveram piquetes e impediram a entrada de conselheiros no prédio da Secretaria Geral para as discussões da pauta. Outro assunto previsto era a proposta de criação do curso de Engenharia de Transportes, no campus de Limeira (SP).

Fonte: G1

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