Será? Obras do campus do IFS Glória devem ser retomadas e prédio poderá ser entregue em 2018

- Alexandre Pingo - - 6 de julho de 2017 | - 9:00 - - Home » Cidades» Nossa Senhora da Glória» Notícias - - Sem Comentários

Campus do Instituto Federal de Sergipe de Nossa Senhora da Glória.

Estância, Itabaiana, Glória, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto, Poço Redondo e Propriá. São sete as cidades sergipanas que irão receber novos campi do Instituto Federal de Sergipe (IFS), referentes à segunda e terceira fase de expansão dos institutos federais, mas inúmeros outros municípios das regiões onde esses prédios estarão localizados serão beneficiados com a presença do instituto.

Nas sete cidades, o investimento ultrapassa a casa dos R$ 37 milhões. O Campus Estância, único já entregue, em outubro de 2014, e pertencente à segunda fase de expansão, custou cerca de R$ 4,6 milhões. O prédio está localizado num terreno de 55 mil metros quadrados, com quase 5,6 mil m² de área construída, e é composto por 12 salas de aula, 13 laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Para o reitor do IFS, Ailton Ribeiro de Oliveira, as obras dos novos campi terão um impacto profundamente positivo no interior do estado. “Em muitos casos, o prédio do instituto será o maior e mais moderno da cidade. Além do aspecto estrutural, é preciso ressaltar que a inserção do IFS nessas regiões beneficiará milhares de jovens, que não mais precisarão se deslocar até a capital para estudar”, destaca o professor.

Obras em andamento

Campus Glória
Estágio da obra: 9,42%
Investimento: R$ 3,8 milhões
Área construída: 6,3 mil m²
Previsão de entrega: junho de 2018
Detalhes do projeto arquitetônico: 13 salas de aula, 11 laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Socorro
Estágio da obra: concluída, ainda não inaugurada
Investimento: quase R$ 4,9 milhões
Área construída: 2,7 mil m²
Detalhes do projeto arquitetônico: cinco salas de aula, dois laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Itabaiana
Estágio da obra: 96,27% 
Investimento: cerca de R$ 7 milhões
Área construída: mais de 5,6 mil m²
Previsão de entrega: junho de 2017
Detalhes do projeto arquitetônico: 12 salas de aula, 13 laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Tobias Barreto
Estágio da obra: 27,45% 
Investimento: R$ 4,3 milhões
Área construída: 2,7 mil m²
Previsão de entrega: dezembro de 2017
Detalhes do projeto arquitetônico: sete salas de aula, dois laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Poço Redondo
Estágio da obra: 15%
Investimento: mais de R$ 6,5 milhões
Área construída: 2,7 mil m²
Previsão de entrega: agosto de 2018
Detalhes do projeto arquitetônico: sete salas de aula, dois laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Propriá
Estágio da obra: ainda não iniciada
Investimento: mais de R$ 6,5 milhões
Área construída: 2,7 mil m²
Previsão de entrega: indefinido, pois a obra teve seu início impedido devido a uma ação judicial movida pela construtora contratada anteriormente. O IFS aguarda conclusão de perícia judicial no local e liberação do juízo para iniciar a construção.
Detalhes do projeto arquitetônico: sete salas de aula, dois laboratórios, uma biblioteca e um auditório.

Campus Glória: Vocação leiteira no Alto Sertão Sergipano

Denominada como a capital do Sertão, o município de Nossa Senhora da Glória é a maior bacia leiteira do estado de Sergipe. A cidade, que hoje abriga um importante polo de laticínios da região, recebia, seis anos atrás, a sua primeira instituição de ensino público federal: o Instituto Federal de Sergipe (IFS). De lá para cá, o Campus Glória tem se consolidado como notável centro de formação profissional e tecnológica nos níveis médio e superior, fomentando a pesquisa e extensão.

Instalado num espaço cedido pela Empresa de Desenvolvimento Agrário de Sergipe, a Emdagro, desde sua inauguração, em 2011, o Campus Glória
aguarda com grande expectativa a entrega da sede definitiva que está em construção, o que permitirá a ampliação da oferta de cursos e vagas, além de
oferecer uma estrutura moderna e completa para os alunos. Mas, mesmo com todas as limitações de espaço e estrutura de sua sede provisória, o campus é referência em ensino por razões como o corpo docente, que é composto quase exclusivamente por mestres e doutores.

Ao longo de sua história, o Campus Glória ofertou cursos técnicos subsequentes em Agroecologia e Alimentos, técnico integrado de Agropecuária e
superior em Tecnologia em Laticínios, formando técnicos e tecnólogos capacitados para ingressar no mercado de trabalho. Exemplo disso é a egressa
Manuela Assunção, tecnóloga em Laticínios, formada na primeira turma do curso superior do Campus Glória. Responsável pelo Controle de Qualidade na Natulac, empresa de laticínios da cidade, a tecnóloga conta que, ao longo do curso, teve a oportunidade de participar de várias viagens
técnicas e projetos de extensão, o que, para ela, é o grande diferencial da instituição.

“Os profissionais do IFS se preocupam muito com o desenvolvimento de cada aluno, sempre buscando melhorias para suprir as dificuldades. Hoje
tenho uma responsabilidade muito grande no cargo que assumi. Além disso, já tive a oportunidade de ministrar duas palestras na Universidade Federal de Sergipe – Campus do Sertão, um minicurso no IFS – Campus São Cristóvão e uma palestra no workshop de Laticínios, graças à minha dedicação e à formação que pude ter no instituto”, conta, orgulhosa.

Outros alunos também tiveram trajetórias de sucesso e conseguiram se inserir no mercado de trabalho. Ramon Canuto é outro exemplo de êxito: formado também em Laticínios no início deste ano, ele segue na vida acadêmica através do mestrado na UFS. O egresso desenvolveu um projeto de melhorias na produção de manteiga e posteriormente foi contratado como operador de máquina de envase e processo Tetra Pak, sendo responsável pela esterilização do leite UHT e pelo seu envase asséptico. “O curso de Tecnologia em Laticínios tem conteúdo interessante e instigador, motivando o aluno a estudar áreas que ainda precisam ser mais pesquisadas”, afirma Ramon.

Auxílio às fabriquetas

Uma das grandes necessidades locais na qual o Campus Glória tem atuado, em parceria com a Emdagro e Secretaria Municipal da Agricultura e
Meio Ambiente, é a regularização das fabriquetas. Muitas famílias da região sobrevivem da produção de laticínio nas mais de 100 pequenas fábricas espalhadas pelas cidade e povoados próximos, segundo levantamento recente feito pela Emdagro. Porém, muitas delas ainda não atendem aos requisitos mínimos das legislações para produção de alimentos e correm o risco de serem fechadas caso não haja a adequação.

Ciente das necessidades das pequenas produtoras, o Campus Glória tem promovido algumas ações para mudar essa realidade. “Temos colaborado na
realização de eventos para incentivar a regularização dessas fabriquetas, disponibilizando profissionais da área técnica, oferecendo capacitação, oficinas e visitas in loco para repasse de orientações aos produtores”, conta a coordenadora do curso superior em Tecnologia de Laticínios, Simone Vilela. No próximo semestre, o Campus Glória passará a realizar análises essenciais para determinar a qualidade do leite e derivados lácteos no seu próprio laboratório, em parceria com a Emdagro.

Fonte: IFS e Revista A Prévia

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