Sindicatos protestam no desfile do Siri na Lata 2016

- Alexandre Pingo - - 6 de fevereiro de 2016 | - 9:00 - - Home » Política - - Sem Comentários

As principais pautas da classe trabalhadora e os desafios para 2016 ocuparam as ruas do Centro de Aracaju através do irreverente protesto de carnaval, o Siri na Lata. Ao som das marchinhas, o bloco carnavalesco orquestrado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) reuniu pautas e reivindicações de mais de 10 sindicatos filiados.

Vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi ressaltou a luta pelo Veto Popular contra o aumento da passagem de ônibus, uma das pautas que o Siri na Lata leva às ruas neste ano. “Mesmo sem pagar o reajuste salarial para os trabalhadores, o prefeito João Alves soube atender bem os empresários do transporte público conquistando um aumento recorde na tarifa que subiu de R$ 2,70 para R$ 3,10. O momento é difícil e o contexto é dos mais delicados que os trabalhadores enfrentaram nos últimos anos, mas a Central Única dos Trabalhadores afirma que vai continuar onde sempre esteve: nas ruas, seja na capital ou no interior de Sergipe, junto com a classe trabalhadora”.

O SINERGIA (Eletricitários), o SINDIJUS (Judiciário), SINDISLUZI (Servidores de Santa Luzia do Itanhy), SINDIJOR (Jornalistas), SINDTIC (Tecnologia da Informação), SINDIPEDRINHAS (Servidores de Pedrinhas) foram alguns dos sindicatos que participaram do cortejo 2016 do Siri na Lata junto ao vereador Iran Barbosa e o mandato da deputada estadual Ana Lúcia.

Contra a privatização da DESO e à aprovação do PLS 555 que põe em risco empresas públicas em todas esferas de Poder, o SINDISAN participou do Siri na Lata e distribuiu panfletos alertando para o risco das PPP (Parcerias Público Privadas). “Estamos com uma campanha de valorização dos trabalhadores da DESO e contra a privatização. A DESO é patrimônio publico do povo sergipano e não pode sofrer o desmonte, o sucateamento, a falta de gestão que retratam a atual realidade da empresa. Viajamos pelo interior e constatamos a falta de condições de trabalho, escritórios sucateados, falta de fardamento, tudo é uma forma de justificar a privatização”, explicou a dirigente sindical Iara Nascimento.

SINDINUTRISE (Nutricionistas), SINDASSE (Assistentes Sociais), SINPSI (Psicólogos), STASE (Técnicos de Enfermagem) e Fonoaudiólogos foram alguns dos representantes de trabalhadores da saúde que há dois meses vem recebendo salário atrasado e logo cedo também protestaram na porta da Prefeitura de Aracaju.

Novato no movimento sindical, o fonoaudiólogo Arthur Marcelino, que integra a comissão para criação do sindicato da categoria, participou do desfile do Siri na Lata e do protesto em frente à PMA. “Faltam insumos, condições de trabalho e agora nossos salários vêm com atraso há dois meses seguidos. Isso é um transtorno na vida do profissional que atende à população na assistência à saúde. Precisamos manifestar nossa insatisfação a todas as situações que prejudicam a qualidade de serviços essenciais que prestamos à população”.

Heitor Freitas (SINPSI) reforçou que os trabalhadores da saúde de Aracaju lutam pela reposição salarial, contra atrasos e parcelamentos no pagamento dos salários. “Para nós, do SINPSI, participar deste evento é uma satisfação e é um dever. Já estamos há 21 dias sem reposição. Declaramos greve até o dia de hoje, mas se o prefeito não pagar, não vamos voltar. Estamos todos unidos para ter nossos salários em dia”.

Presidente do SINDIPEMA, Adelmo Santos destaca que os professores do município de Aracaju não aceitam iniciar o ano letivo com irregularidade no pagamento dos salários de dezembro, janeiro e 13º. “No dia 15 de fevereiro vamos realizar um protesto na porta da Prefeitura e daremos continuidade à manifestação que fazemos aqui no Siri na Lata. Não aceitamos a política autoritária, de perseguição do prefeito João Alves, que desrespeita os professores e demais servidores públicos.

Presidente da FETAM (Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe), do SINDISERVE GLÓRIA e dirigente da CUT/SE, Itanamara Guedes relatou que o problema vivenciado pelos trabalhadores da saúde é uma realidade que abrange quase todos os municípios. Ela informou que o atraso e parcelamento dos salários ainda é um problema vivenciado por servidores públicos de Campo do Brito, Indiaroba, Tomar do Geru, Propriá e Santo Amaro. “Viemos para o Siri na Lata, o carnaval da indignação, para reivindicar melhoria nas políticas públicas e denunciar a realidade dos servidores públicos municipais que sofrem com atraso dos salários e sem perspectiva de aumento salarial para 2016”.

Dirigente da CUT/SE e do SINTESE, Roberto Silva participou das 11 edições do Siri na Lata e, antes dele, também do Bloco dos Oião. “Como um ‘Siri na Lata’ o trabalhador não fica quieto vendo seus direitos ameaçados, negados, desrespeitados. O bloco de carnaval da CUT/SE sempre lutou pelo transporte coletivo com a passagem mais barata, transporte de qualidade, pelos direitos dos comerciários, pela jornada de 40 horas, pela transparência e valorização dos servidores públicos, o debate pela negociação coletiva e se mantém contrário a reformas trabalhistas, previdenciárias, que atacam direitos dos trabalhadores”.

Fonte: FaxAju

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