SmartTV em local público é alvo fácil para ‘trotes’; veja dicas

- Alexandre Pingo - - 12 de janeiro de 2016 | - 4:00 - - Home » Tecnologia - - Sem Comentários

A pornografia indesejada que apareceu em uma lanchonete do Habib’s e em um aeroporto de Portugal pode muito bem ter sido um ato falho de algum funcionário, mas a verdade é que as “smart TVs” são bastante vulneráveis a “trotes” desse tipo.

A origem do problema é simples: essas TVs – se foram compradas no varejo – provavelmente não foram feitas para ficarem em público. Elas foram feitas para uso residencial e priorizam a facilidade de uso, não a segurança.

A maioria das TVs, seja “smart” ou não, pode ser controlada por meio de sinais infravermelho, que é um tipo de sensor que depende de uma linha de visão sem obstrução. É com ele que o controle remoto funciona. Para uso doméstico, não há problema – infravermelho não vai passar pelas paredes. Mas, em um local público, com a TV exposta, o sensor também fica exposto para ser controlado por terceiros.

Qualquer pessoa com um celular, um controle universal (que também pode ser o próprio celular) e alguma determinação pode não apenas desligar a TV ou mudar o canal: graças a recursos como o DLNA, na qual a TV pode baixar e reproduzir um conteúdo de vídeo, é possível colocar qualquer conteúdo desejado na TV, inclusive pornografia. Às vezes isso é ainda mais simples se a TV tem um navegador embutido.

Uma saída para quem precisa de uma tela em seu estabelecimento é não usar um televisor e optar por um monitor de computador. Diferentemente das TVs, monitores em geral não têm infravermelho, nem Wi-Fi. É possível ligar um decodificador de imagem (sinal a cabo ou digital, por exemplo) ao monitor, desde que o monitor tenha suporte aos protocolos de segurança de sinais digitais. Decodificadores normalmente têm sensor infravermelho, mas eles podem ficar afastados, de modo que o sinal infravermelho de controles universais partindo de onde os clientes estão não alcancem o aparelho.

Além de necessitar de um decodificador separado, o monitor também tem outras limitações – ele aceita menos formatos de entrada de vídeo e não estão disponíveis em tamanhos maiores.

A solução ideal, segundo o especialista Vitor Schiavo, da fabricante de TVs LG, é o uso de uma “TV comercial”. Esses aparelhos são adquiridos diretamente junto ao fabricante, em quantidade. O comprador pode então personalizar o software da TV, definindo quais os recursos o aparelho deve ter. Com isso, é possível travar as configurações da TV e impedir esse tipo de trote.

“Essas TVs são muito usadas em hotéis”, explicou Schiavo. “[O cliente] pode adequar ao uso dele. Até fazer uma TV própria, um canal para ele, com conteúdo específico”, disse.

A principal dica do especialista, para quem ainda quer utilizar uma Smart TV residencial em um lugar público, é colocar o aparelho em uma rede Wi-Fi ou cabeada diferente da rede que é oferecida aos clientes.
“Se a TV está conectada à rede do local, que só os funcionários têm acesso à senha, já é uma barreira”, explicou.

Com a TV em uma rede diferente, quem quiser colocar um conteúdo específico na tela vai precisar primeiro usar um controle universal para trocar a rede da TV – uma etapa que será bem visível e um tanto demorada, dando algum tempo para que a TV seja desligada ou até para identificar o responsável pelo trote.

Embora pareça algo simples, é bom lembrar que equipamentos são projetados a partir do uso que se espera deles. As TVs não exigem senha para uso de um controle remoto – o que impediria esse ataque -, nem exigem um chip especial no controle – de modo que, se você perdesse o controle, seria difícil substituí-lo. As decisões priorizam a facilidade de uso, mas o resultado disso em um local público vai depender da civilidade de todos os presentes.

O blog Segurança Digital também procurou a Sony e a Samsung para orientar os clientes, mas as empresas não responderam a publicação da reportagem.

Vírus em Smart TVs?
A empresa de antivírus Kaspersky Lab publicou nesta segunda-feira (11) uma análise de um código que consegue travar o navegador web com uma mensagem dizendo que há uma “contaminação de vírus” e que sugere que a vítima ligue para um número de telefone informado.

 

Como o código faz parte de uma fraude que não depende da instalação de nenhum programa (a fraude começa quando a vítima telefona para o número informado), o código é capaz de funcionar também em Smart TVs ou qualquer aparelho que tenha um navegador web, como um console de videogame.

O problema é fácil de ser resolvido – basta fechar o navegador ou, no máximo, desligar o aparelho e ligá-lo novamente. Por enquanto, não se tem notícia de um vírus real que tenha atacado qualquer TV, mas, como os aparelhos têm cada vez mais recursos, já é possível exibir mensagens que tentam assustar as pessoas.

Fonte: G1

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