“Vai tomar outro rumo”, diz Max sobre chuteira que ganhou do amigo Thiego

- Alexandre Pingo - - 30 de novembro de 2016 | - 11:33 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Uma chuteira ganhada deve ganhar especial na casa e no coração do goleiro Max, hoje no Itabaiana. Ele ganhou o objeto de William Thiego, zagueiro que morreu tragicamente nesta terça-feira, após o avião que levava a delegação da Chapecoense cair na Colômbia. Mesmo com o nome do amigo Max usava a chuteira. Até esta terça-feira.

– Ele estava jogando em clubes com maiores condições, que dava melhor estrutura e agente não tem a mesma sorte. A forma de ele mostrar que lembrava da gente era trazendo camisas de clubes e ele também me deu uma chuteira com o nome dele. Por coincidência calçamos o mesmo número. Cheguei a usar em alguns jogos, mas agora ela vai tomar outro rumo – lamenta o goleiro Max.

Campeões sergipano de base em 2005 com o Sergipe, Max relembra como conheceu Thiego e como lidou com o xerifão de temperamento forte.

– Hoje nos apegamos mais as boas recordações. Logo que eu cheguei ao Sergipe, nas categorias de base, ele era o xerifão, teve uma divergência no início, pois sou mais tranqüilo, mas isso foi o ponto principal para se criar uma afinidade entre a gente. Mesmo depois que nos separamos para times diferentes, a gente manteve o contato. Era cara de temperamento forte, mas era uma pessoa de bom coração – comentou o goleiro Max.

Max, chuteira dada por Thiego (Foto: Guilherme Fraga/TV Sergipe)

Max apresenta chuteira dada por Thiego (Foto: Guilherme Fraga/TV Sergipe)

Conheça mais sobre Thiego

Willian Thiego de Jesus, conhecido apenas como Thiego, morreu na queda do avião que levava o time da Chapecoense, jornalistas e convidados a Medellín, na Colômbia, para a final da Sul-Americana. O zagueiro viveu 30 anos, de 22 de julho de 1986 a 29 de novembro de 2016, quando a aeronave caiu na região de Antióquia.

Natural de Aracaju, em Sergipe, Thiego iniciou a carreira no futebol no Sergipe e se destacou em 2006, ainda aos 20 anos, e chamou atenção do Grêmio. A equipe gaúcha, então, contratou o defensor. Ele atuou no Tricolor de 2007 a 2009. No ano seguinte, iniciou a carreira no exterior: foi para o Kyoto Sanga, do Japão.

Apenas uma temporada depois, Thiego retornou ao Brasil para passar por Bahia, Ceará e Figueirense, em 2011, 2012 e 2013, respectivamente. O Khazar, do Azerbaijão, foi o clube do zagueiro nas temporadas 2013/14 e 2014/15. No segundo semestre do mesmo ano, ele começou a carreira na equipe em que mais jogou: a Chapecoense. 

Ao todo, Thiego disputou 84 partidas e marcou nove gols pelo time catarinense. 

As boas atuações de Thiego pela Chapecoense na atual temporada chamaram atenção do Santos, que buscava um zagueiro experiente para a Libertadores de 2017. No último domingo, depois da partida contra o Palmeiras, o defensor acertou os detalhes de sua transferência para o Peixe no ano que vem.

Um empresário, representando o Alvinegro, foi à Arena Palmeiras acompanhar o jogo válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, e levou um pré-contrato para Thiego assinar. O vínculo do zagueiro com o Santos seria de dois anos, não fosse o trágico acidente desta terça-feira, na Colômbia. 

Thiego foi uma das 75 pessoas que morreram. Seis sobreviveram. O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann estão entre os sobreviventes. Os outros três que escaparam vivos da tragédia são o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação: Ximena Suárez e Erwin Tumiri. O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu.

Fonte: GE Sergipe 

Enium Soluções Digitais

Deixe seu comentário!

Para: “Vai tomar outro rumo”, diz Max sobre chuteira que ganhou do amigo Thiego

Deixe uma resposta