Willian Thiego em acróstico: De Aracaju para o mundo do futebol

- Alexandre Pingo - - 5 de dezembro de 2016 | - 11:43 - - Home » Esporte - - Sem Comentários

Cinco dias após o acidente aéreo na Colômbia, o corpo do zagueiro Thiego chegou à Aracaju. Na tarde deste domingo o corpo do ex-jogador da Chapecoense foi velado e enterrado na capital sergipana. Muitas homenagens dos familiares, amigos, curiosos e do clube onde começou. 

Você sabe o que é um acróstico? É uma poesia em que as primeiras letras (às vezes, as do meio ou do fim) de cada verso formam, em sentido vertical, um ou mais nomes ou um conceito. E foi dessa forma que o GloboEsporte.com resolveu prestar a útima homenagem ao “zagueiro artilheiro”.

Thiego Chapecoense (Foto: Giba Pace Thomaz/Chapecoense)

Willian Thiego, o “zagueiro artilheiro” da Chapecoense (Foto: Giba Pace Thomaz/Chapecoense)

Willian Thiego de Jesus ou simplesmente Thiego.
Infelizmente no auge da carreira nos deixou o “zagueiro artilheiro”.
L
á na Colômbia, um acidente aéreo interrompeu o sonho dele de ser campeão.
Lágrimas no Brasil e no mundo, todos abalados, uma grande comoção.
Impossível não se emocionar com a força da família neste momento delicado.
Ador da perda é grande, o adeus é difícil, mas de tudo se tira um aprendizado.
No meio de tanta tristeza, ficam as lembranças boas deste sergipano arretado.

Tudo começou no JH, depois passou por Grêmio, Figueira, Ceará e até Japão.
Hoje, a referência era o sucesso na Chape, mas ele já jogou até no Azerbaijão.
Imponente na defesa, o zagueiro às vezes fazia alegria da torcida no ataque.
Entre base e profissional, as histórias e glórias de Thiego renderiam um bom almanaque.
Guardadas no coração as boas lembranças deste guerreiro com certeza vão ficar.
Oherói aracajuano que estava próximo do Santos agora em outros planos vai brilhar.

De Aracaju para o mundo do futebol, eternizado com o número vinte e sete.
Ele não tinha medo de cara feia de atacante, encarava tête-à-tête.

Já foi atacante, volante, lateral, mas se firmou mesmo como zagueiro.
Experiente no setor defensivo, o “galeguinho” da base virou o profissional Thiego.
S
em palavras você nos deixou, escrever tudo isso aqui foi difícil, complicado demais.
Um texto de despedida tão cedo, né? Guerreiro Thiego descanse em paz.
Sua família, seus amigos e fãs, tenho certeza, não te esquecerão jamais. 

Thiego no futebol
Natural de Aracaju, em Sergipe, Thiego iniciou a carreira no futebol no Sergipe e se destacou em 2006, ainda aos 20 anos, e chamou atenção do Grêmio. A equipe gaúcha, então, contratou o defensor. Ele atuou no Tricolor de 2007 a 2009. No ano seguinte, iniciou a carreira no exterior: foi para o Kyoto Sanga, do Japão.

Thiego e Bruno Rangel Chapecoense x Barranquilla (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP)

Thiego e Bruno Rangel durante Chapecoense x Barranquilla (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP)

Apenas uma temporada depois, Thiego retornou ao Brasil para passar por Bahia, Ceará e Figueirense, em 2011, 2012 e 2013, respectivamente. O Khazar, do Azerbaijão, foi o clube do zagueiro nas temporadas 2013/14 e 2014/15. No segundo semestre do mesmo ano, ele começou a carreira na equipe em que mais jogou: a Chapecoense. Ao todo, Thiego disputou 84 partidas e marcou nove gols pelo time catarinense. 

As boas atuações de Thiego pela Chapecoense na atual temporada chamaram atenção do Santos, que buscava um zagueiro experiente para a Libertadores de 2017. No último domingo, depois da partida contra o Palmeiras, o defensor acertou os detalhes de sua transferência para o Peixe no ano que vem. Um empresário, representando o Alvinegro, foi à Arena Palmeiras acompanhar o jogo válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, e levou um pré-contrato para Thiego assinar. O vínculo do zagueiro com o Santos seria de dois anos, não fosse o trágico acidente da última terça-feira, na Colômbia.

Fonte: GE Sergipe 

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